A fusão de vértebras da coluna do pescoço após a retirada do disco comprometido.
Na artrodese cervical, o disco degenerado ou herniado é removido por completo e substituído por um implante, que restaura a altura entre as vértebras e cria as condições para que elas se fundam. Na maioria dos casos utiliza-se também uma placa fixada com parafusos, que garante a estabilidade durante o processo de consolidação óssea.
O acesso é feito pela frente do pescoço, através de um trajeto natural entre as estruturas anatômicas — o que permite chegar à coluna sem seccionar músculos importantes. A cicatriz costuma ficar discreta, acompanhando uma prega natural da pele, e com o tempo torna-se pouco perceptível.
Diferentemente da coluna lombar, onde muitas vezes é possível remover apenas o fragmento herniado, na coluna cervical o acesso à compressão exige, na maior parte dos casos, a retirada completa do disco. Isso porque a medula está imediatamente atrás, e manipulá-la representa risco desnecessário.
Ao remover o disco, resolve-se a compressão de forma definitiva naquele nível e elimina-se a possibilidade de recidiva — algo que pode ocorrer quando apenas parte do disco é retirada.
A indicação mais frequente é a hérnia de disco cervical com compressão persistente e sintomas que não responderam ao tratamento clínico bem conduzido, especialmente quando há perda de força no braço.
Outra indicação importante é a mielopatia cervical — a compressão da própria medula, que se manifesta por alteração da coordenação das mãos, dificuldade em movimentos finos e mudanças no equilíbrio ao caminhar. Nesses casos a indicação costuma ser mais precoce, porque a descompressão oportuna é o que preserva a função neurológica.
Completam a lista a degeneração discal avançada com dor incapacitante, a instabilidade após trauma e determinadas deformidades da coluna cervical.
O objetivo do procedimento é duplo: liberar a estrutura nervosa que está sendo comprimida e estabilizar o segmento tratado, evitando que o problema se repita naquele nível.
A recuperação costuma ser mais rápida do que a maioria dos pacientes imagina. A dor no braço, quando presente antes da cirurgia, frequentemente melhora já nos primeiros dias — muitos relatam a diferença logo ao acordar do procedimento.
É comum haver desconforto para engolir nas primeiras semanas, consequência natural do afastamento das estruturas durante o acesso. Isso é esperado, transitório e melhora progressivamente. Alguma rouquidão temporária também pode ocorrer.
O uso de colar cervical, quando indicado, costuma ser por período curto. O retorno às atividades acontece de forma progressiva: atividades leves em poucas semanas, esforços maiores conforme a evolução da fusão, confirmada por exames de controle.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
A animação abaixo demonstra a remoção do disco cervical e a colocação do implante.
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